O primeiro dispositivo da resolução que o
autor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), quer sustar é o que
diz que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que
proponham tratamento e cura das homossexualidades”.
O segundo dispositivo diz que “os
psicólogos não se pronunciarão nem participarão de pronunciamentos
públicos nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os
preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como
portadores de qualquer desordem psíquica”.
Segundo João Campos, essas orientações
restringem o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber
orientação profissional.
A audiência foi sugerida pelo relator da
proposta, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), que quer subsídios para
elaborar seu parecer.
“Entendo que a matéria não pode ser
vista apenas sob a égide de uma única classe profissional, pois alcança a
sociedade de uma forma geral. O tema requer um estudo e uma análise
aprofundada, levando em consideração os aspectos científicos e também
sociais que o envolvem”, disse o deputado. “No mesmo sentido, entendo
que a matéria também deve ser submetida aos maiores interessados, ou
seja, às pessoas que desejam buscar na psicologia ajuda em virtude de
dúvidas quanto a orientação sexual assumida”, acrescentou.
Foram convidados para esse debate:
- a coordenadora da Coordenadoria
Nacional de Promoção, Igualdade de Oportunidades e Eliminação da
Discriminação no Trabalho do Ministério Público do Trabalho, Andréa Nice
Silveira Lino Lopes;
- a escritora e psicóloga com especialização em psicologia da sexualidade Marisa Lobo;
- o psicólogo e especialista em Direitos Humanos Luciano Garrido;
- gerente de saúde familiar e ciclo de vida da Organização Mundial da Saúde (OMS), Rodolfo Gomes Ponce de Leon;
- o autor do livro “A homossexualidade masculina: escolha ou destino?”, Claudemiro Soares.
Denúncia

Marisa Lobo ficou conhecida por ser psicóloga e declarar a sua fé por meio das redes sociais
Segundo informações enviada a redação do Verdade Gospel,
pela psicóloga Marisa Lobo, o presidente da Associação Brasileira de
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis,
enviou um ofício ao presidente do CFP, Humberto Verona. No documento, a
ABGLT pede a Huberto Verona que não comparecesse a referida audiência
pública, além de se pronunciar “de forma enfática e contundente” contra a
audiência e a iniciativa da mesma.
Ainda segundo Marisa Lobo, Humberto
Verona entrou em contato com o gabinete do deputado Roberto de Lucena,
informando que não compareceria na audiência. O que dá a entender que o
mesmo acatou a orientação da ABGLT.
Fonte: Câmara dos Deputados e Marisa Lobo
Via: www.PortalValeGospel.com


Só aceitaremos comentários com identificação, sem ofensas ou palavrões.