Depois das pulseiras do sexo, em que cada cor tinha uma conotação
sexual específica, um movimento que surgiu e ganhou força nas mídias
sociais tem outra proposta: casar virgem.
É uma reafirmação das doutrinas evangélicas através do Facebook, principal site de relacionamentos na internet. O movimento “Eu Escolhi Esperar”
(EEE) alcançou uma significativa marca de fãs: Mais de 218 mil pessoas já
“curtiram” a fanpage do movimento, que possui também 80 mil seguidores
no microblog Twitter.
O engajamento religioso no Facebook é o assunto que mais atrai fãs. Há outras grandes fanpages brasileiras sobre assuntos ligados ao cristianismo. A página do portal Gospel+ no Facebook, está entre essas, ao lado da página da “Bíblia no Facebook”, que oferece versículos para ler e ouvir sem sair do site.
A reportagem do “O Globo” entrevistou Samira Yunes, bióloga, 27 anos e
ativista do EEE: “É um movimento de jovens que querem esperar o par
certo. Antes, a minha maneira de escolher um namorado era baseada na
carência, para não ficar sozinha. Tinha uma vida normal de ficar com
caras que nem conhecia direito, mas, graças a Deus, me preservei”, conta
ela, que mesmo antes de se tornar evangélica, há três anos, manteve sua
virgindade.
Um dos idealizadores do movimento EEE, o pastor Nelson Junior, da
Igreja em Vitória, no Espírito Santo, afirma que o movimento criado há
oito meses se espalhou para além das fronteiras evangélicas e que é uma
resposta à proposta das pulseirinhas do sexo: “Todas as cores querem
dizer que discordamos da libertinagem antes de casar. Temos católicos e
pessoas que nos seguem só por princípios”, relata Junior, hoje com
trinta e cinco anos e casado há catorze. Ele afirma que manteve sua
virgindade até o casamento, quando tinha vinte e um anos.
Os princípios do EEE constam de uma cartilha que possui diversos
indicativos, e sugere inclusive que o beijo aconteça somente após o
casamento. O casal Larissa Araújo, 23 anos, e Nelson Marcelino, 30 anos,
vão seguir a cartilha à risca e defendem a iniciativa: “Fizemos a
pulseira como um contraponto à pulseirinha, cuja brincadeira era
arrebentar. A nossa não arrebenta. Andamos de mãos dadas e trocamos
carinhos até um certo limite. Quando sinto vontade, oro ou vou correr na
praia”, relata Nelson, sem demonstrar constrangimento por sua
virgindade.
Fonte: Gospel+
Movimento que incentiva virgindade até o casamento alcança mais 200 mil adeptos no Facebook
janeiro 19, 2012
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