Uma Igreja Batista da cidade de Pike Town, no estado de Kentucky,
Estados Unidos proibiu casais inter-raciais de desempenharem funções
durante os cultos e resolveu bani-los de sua membresia.
A polêmica decisão foi tomada após uma jovem, frequentadora da igreja
desde a infância, iniciar um relacionamento com um africano, que
conheceu na faculdade em que faz seu mestrado, no estado de Indiana.
Segundo o The Blaze, Stella Harville, 24 anos de idade iniciou um
relacionamento com Ticha Chikuni, nascido no Zimbábue, e o casal era
tido por todos como exemplo, pois sempre participavam dos cultos,
tocando e cantando. O caso teve repercussão no telejornal local.
O pai de Stella, Dean Harville, é membro de longa data da Igreja
Batista Livre Arbítrio e secretário da administração da igreja. Ele foi
procurado pelo então pastor da Melvin Thompson, que afirmou que não
permitiria mais que sua filha e seu namorado voltassem a participar dos
cultos, apresentando louvores ou qualquer outra atividade. Porém,
Thompson precisou se afastar das funções de pastor por problemas de
saúde.
O novo pastor, Stacy Steep, procurou o casal e informou que se eles
desejassem, poderiam voltar a tocar e cantar na igreja. No entanto, uma
nova e inesperada reviravolta no caso fez com que as coisas voltassem a
ficar complicadas para o casal. Ainda utilizando sua influência entre os
demais membros da igreja, o pastor afastado Thompson incentivou que a
regra de proibir casais de raças diferentes, como no caso de Stella e
Chikuni, fosse votada em assembleia, para que não pudesse mais ser
alterada.
A decisão foi apertada: 9 votaram a favor da proposta, e 6 foram
contrários. Os demais membros presentes se abstiveram de votar. No
comunicado, a Igreja Batista Livre Arbítrio afirmou que “não tolera o
casamento inter-racial. Cônjuges nessas condições não serão recebidos
como membros, nem poderão desempenhar funções em cultos ou em outros
departamentos da igreja, com a exceção de funerais. Todos são bem-vindos
às reuniões e cultos de adoração pública. Esta recomendação não se
destina a julgar a salvação de ninguém, mas se destina a promover uma
maior unidade entre o corpo da igreja e da comunidade que servimos”.
O pai de Stella afirmou que a decisão tomada pela igreja era
claramente racista, e não possui respaldo bíblico: “Com certeza, essa
decisão não é cristã. Não é nada, além do velho trabalho do diabo”,
afirmou Dean.
O ex-pastor Thomson diz que a proposta foi colocada fora de contexto e
se recusou a falar mais sobre o assunto. Stella, revoltada, garante que
não voltará à Igreja Batista Livre Arbítrio: “Essa é apenas uma
caricatura do cristianismo. Eles cruzaram a linha de revogar meu noivo e
meu direito de culto em um lugar público. Dói ainda mais porque
frequentei essa igreja desde que eu era um bebê”.
Os pais de Stella pretendem solicitar que a decisão seja revista, e
se nada for feito, garantiram que procurarão um novo local para
congregarem.
Assista ao vídeo (sem legendas) da reportagem sobre o caso:
Fonte: Gospel +


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