1. O que são as ofertas?
Em sentido etimológico poderíamos definir a palavra “ofertar” como
“oferecer voluntariamente”. As ofertas são associadas a ajuntamento
solene na Bíblia
(Is 1.13). Lembre-se: as ofertas não são o dízimo. Há distinção clara.
Em Deuteronômio 12.17 afirma-se: “Nas tuas cidades, não poderás comer o
dízimo do teu cereal, nem do teu vinho, nem do teu azeite, nem os
primogênitos das tuas vacas, nem das tuas ovelhas, nem nenhuma das tuas
ofertas votivas, que houveres prometido, nem as tuas ofertas
voluntárias, nem as ofertas das tuas mãos”. Saiba que não devemos
ofertar o que sobra, mas sim o tudo que Deus colocar em nosso coração
(II Co 9.7). Marcos 12.44 afirma: “Porque todos eles ofertaram do que
lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o
seu sustento”. Esta é a diferença básica sobre o que é e o que não é
ofertar. Êxodo 30.15 e 35.22 ensinam que tanto ricos como pobres, tanto
homens como mulheres, devem dar ofertas para o Senhor.
2. Para que são as ofertas?
Jesus nos conclama a ofertar liberalmente por causas específicas.
Devemos ofertar dinheiro (Ex 25.3), principalmente para obras especiais
na Casa do Senhor. Ex 35 mostra como o povo ofertava para obras de
construção: “e veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o
impeliu e trouxe a oferta ao Senhor para a obra da tenda da congregação,
e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas… os filhos de
Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo homem e
mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra
que o Senhor tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés”. É
interessante notarmos que Moisés precisou proibir o povo para não trazer
mais ofertas, pois já estava sobejando (Ex 36.6). Esdras também sente a
voluntariedade do povo: “Alguns dos cabeças de famílias, vindo à Casa
do Senhor, a qual está em Jerusalém, deram voluntárias ofertas para a
Casa de Deus, para a restaurarem no seu lugar (Ed 2.68)… e, depois
disto, traziam ofertas voluntárias ao Senhor (Ed 3.5)… bem assim a prata
e o ouro que achares em toda a província da Babilônia, com as ofertas
voluntárias do povo e dos sacerdotes, oferecidas, espontaneamente, para a
casa de seu Deus, a qual está em Jerusalém (Ed 7.16). Portanto,
diligentemente comprarás com este dinheiro novilhos, e carneiros, e
cordeiros, e as suas ofertas de manjares, e as suas libações e as
oferecerás sobre o altar da casa de teu Deus, a qual está em Jerusalém
(Ed 7.17)”.
3. Por que ofertar?
Devemos
ofertar porque é ordem do Senhor (Ex 25.2). Você sabia que era uma
obrigação dos homens de Israel acima de 20 anos ofertarem ao Senhor (Ex
30.14)? Ofertar precisa ser uma disposição voluntária de nosso coração
(Ex 35): “Tomai, do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, de
coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao SENHOR: ouro,
prata, bronze”. Devemos ofertar porque as ofertas, assim como o dízimo,
são do Senhor (Ne 18.8), são sagradas (Ne 18.19) Deus apenas não se
agrada com nossas ofertas quando as mesmas são vãs, isto é, quando as
mesmas estão associadas com iniqüidade, pecados (Is 1.13). É por isso
que Deus não aceita algumas ofertas (Sl 40.6). Se mudarmos esta
associação, então, Deus se agradará dos sacrifícios de justiça, dos
holocaustos e das ofertas queimadas (Sl 51.19).
Rev. Ângelo Vieira da Silva
Fonte: noticiasgospel.com
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