Como iniciou o credo da Igreja Assembléia de Deus - Por Fábbio Xavier

Redação Vale Gospel
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O “Cremos” tão ignorado e desprezado por parte da maioria dos Cristãos Assembleianos é na sua essência um documento importante na construção da doutrina Assembleiana no Brasil, é uma declaração de fé concisa, que representa os principais pontos de nossa doutrina e cultura Cristã.

Como iniciou o “Cremos” das Assembleias de Deus no Brasil? Sua origem remonta aos anos de 1938, quando o missionário norte-americano Theodore Richard Stohr, que era vice-presidente da igreja recém-inaugurada em Divinópolis e cooperador na fundação de diversas igrejas em Minas Gerais, publicou na edição do Mensageiro da Paz da segunda quinzena de outubro, p. 2 um artigo denominado de: "Em que creem os pentecostais (no evangelho integral)", onde um "Cremos" foi citado por ele, nascendo assim então a base do nosso atual “Cremos”.

O documento foi edificado para conter as constantes investidas de difamações e ensinamentos bizarros acerca do movimento pentecostal, até então recente no Brasil. Porém apenas 31 anos mais tarde, foi que o “Cremos” que atualmente conhecemos foi publicado neste formato que conhecemos hoje, foi publica na primeira edição do mês de junho de 1969, página 3, na revista Mensageiro da Paz, ganhando assim o formato atual de informar a todos que queira saber acerca da confissão de fé da Igreja Assembleia de Deus no Brasil.

Infelizmente o “Cremos” da nossa instituição religiosa pouco é lida ou estudada em nosso meio, existem membros que nunca leram o “Cremos” da Igreja, mostrando um total desconhecimento doutrinal da Igreja, o Credo da Assembleia de Deus foi e continua sendo um importante documento histórico-bíblico para o embasamento da doutrina Assembleia na no Brasil.

Por muito tempo houve uma dura critica por partes de alguns pastores Assembleianos, principalmente nas décadas de 50, 60 e 70 que era contrária a introdução do Credo na Instituição religiosa, por se tratar de ensinamentos romanos e de igrejas de cunho Reformadas, introduzindo um pensamento pessimista no que diz respeito aos estudos da teologia no seio da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, sendo assim explicada a forte oposição aos estudos teológico na Igreja.

Barreira esta que foi sendo quebrado ao longo do tempo com a introdução de pastores amantes do ensino e do conhecimento, com o crescimento da CPAD como principal editora das igrejas pentecostais, foi assim quebrando alguns paradigmas existentes quanto ao estudo da Teologia.

Recentemente houve uma preocupação por parte da diretoria de rever e atualizar o “Cremos”, devido a esta forte necessidade foi realizado algumas alterações no Nele, quem tem o habito de adquirir o Jornal Mensageiro da Paz, perceberá que o “Cremos” foi modificado, sobre este assunto estaremos falando na próxima matéria. Espero que tenham gostado da matéria, é um simples resumo introdutório acerca desta temática, lembrando que o nosso “Cremos” esta incluído na página 2 do Jornal Mensageiro da Paz. Que Deus nos abençoe.

Entre as décadas de 60 a 80 houve várias discussões em torno da elaboração, no âmbito da CGADB, de um Credo Assembleiano. As tentativas esbarravam sempre na postura reacionária de alguns obreiros, que alegavam ser um Credo coisa da igreja Católica e das igrejas protestantes Históricas e Reformadas.

Acredito que esta postura reacionária está diretamente associada com o antagonismo e resistência à educação teológica formal, que por décadas imperou nas Assembleias de Deus no Brasil. Particularmente, sou a favor não apenas de um Credo nas Assembleias de Deus no Brasil, mas, de um documento mais amplo (Confissão de Fé), para minimizar a crise de identidade doutrinária que nos assola.

Por: Fábbio Xavier C. Dumonte
Graduado em História e Mestrando em Teologia

Fonte: www.PortalValeGospel.com

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