Atendendo
a uma sugestão da Associação dos Amigos da Ilha do Fogo, a Câmara de
Juazeiro vai realizar na próxima terça feira (26), a partir das 17h, uma
audiência pública para discutir a ocupação da ilha pelo Exército Militar. O anúncio foi feito na sessão ordinária desta quarta-feira
(20), e a sessão será realizada na própria ilha.
O
vereador Mitonho Vargas (PT), que tinha solicitado uma ação judicial da
Câmara sobre a ocupação, foi informado pela Mesa que a instituição não
poderia realizar tal ação, mas o petista destacou a realização da
audiência como um avanço na manifestação em apoio à luta. “Esperamos que
a sociedade e a imprensa participem ativamente da sessão. Vamos
transformar esse ato em manifesto na defesa do equipamento como espaço
de lazer para o povo”, disse.
Durante
a sessão na Câmara dos Vereadores de Petrolina nesta quinta-feira (21),
os Amigos da Ilha participaram de uma reunião informal com a presidenta
da Casa, a vereadora Maria Elena. Os membros também tentam uma
audiência com os vereadores sobre a ocupação da Ilha pelo Exército.

Segundo
um dos militantes, Chico Egídio, a polêmica gerada em torno da Ilha do Fogo, localizada entre as cidades de Petrolina e Juazeiro, originou-se
após a União publicar uma ação para a retirada de um estabelecimento
comercial existente no arquipélago.
Sendo
assim, o espaço físico da Ilha passaria a servir como base militar do
Exército para a realização de treinamentos e de atividades físicas. “Nós
Amigos da Ilha não achamos a ideia necessária e interessante, pois a
ilha é um lugar de lazer. Existem pessoas que frequentam a ilha a 20 e
30 anos e elas cuidam da local. A ilha é um patrimônio cultural das duas
cidades. Tem lendas, histórias que se transformaram em um elo entre as
duas cidades. Não adianta que ela fique bonita e restrita”, afirmou.

Sobre
a visão que foi criada da Ilha do Fogo como um espaço de consumação e
comercialização de drogas, Chico Egídio expõe que “a ilha ela é
frequentada por várias pessoas diferentes. Provavelmente podem usar
drogas, mas a culpa não é nossa que vai lá para nadar e levar as
crianças. A população não pode ser punida por um problema que os
gestores não conseguiram resolver, inclusive existem outros lugares nas
duas cidades que o consumo de drogas é maior”, explicou.
Fonte: ASCOM-CMJ Via: www.PortalValeGospel.com


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