“Nós encontramos uma base
neuropsicológica para a espiritualidade, mas não está isolada de uma
área específica do cérebro… A espiritualidade é um conceito muito mais
dinâmico e que utiliza muitas partes do cérebro. Algumas regiões do
cérebro desempenham um papel mais predominante, mas todas elas trabalham
em conjunto para facilitar as experiências espirituais dos indivíduos”,
explicou Brick Johnstone, professor de psicologia da universidade e um
dos mentores do estudo.
O estudo foi desenvolvido através de
experiências realizadas com pessoas que sofreram lesões cerebrais, um
trauma na parte do cérebro chamada de lobo parietal direito. O resultado
mostrou que a crença com nível de proximidade com uma divindade ou um
ser superior trona-se mais intensa quanto maior o dano no lobo parietal.
O professor Brick disse, que “Os pesquisadores têm mostrado
continuamente que a deficiência no lado direito do cérebro diminui o
nosso foco em nós mesmos”.
“Nossa pesquisa mostra que as pessoas
com esta deficiência são mais espirituais. Isto sugere que as
experiências espirituais estão associadas com a diminuição no foco em
nós mesmos. Isto está de acordo com muitos textos religiosos que sugerem
que as pessoas devem se preocupar mais com o bem-estar dos outros do
que com o seu próprio”, explicou o professor.
Argumentando sobre a fé em Deus, Brick
Johnstone disse, “Quando o cérebro se concentra menos no ser (com a
diminuição da atividade do lobo direito) há, por definição, um momento
de autotranscedência que pode ser entendido como uma ligação com Deus ou
Nirvana. É a sensação de que você é parte de algo muito maior”.
A pesquisa não faz referência a Deus de
uma religião específica, mas analisa apenas comportamentos cerebrais.
Originalmente a pesquisa “Right Parietal Lobe ‘Selflessness’ as the
Neuropsychological Basis of Spiritual Transcendence” foi publicada na
Revista Internacional de Psicologia da Religião.
Fonte: PF Via: www.PortalValeGospel.com


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