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Há muitos jovens que não se preocupam hoje com esses “detalhes” de um namoro. A
verdade é que todo namoro deveria ter início com ênfase no aspecto da
comunicação, do diálogo. É assim que se conhece alguém e se pode
perceber se é a pessoa certa com quem se quer passar o resto da vida.
Afinal, embora nem todo namoro conduza necessariamente ao casamento,
todo namoro deve ter isso em vista. Se o objetivo não é levar a coisa a
sério (ainda que percebam depois que não devem se casar), melhor é nem
começar.
O assunto das carícias é algo muito sério e deve ser considerado antes
de se iniciar o relacionamento. Quando mantemos a mente pura, guiada
pelo Espírito Santo, sabemos até onde podemos ir. As carícias (com seus
devidos limites) fazem parte da demonstração de carinho que deve haver
em um relacionamento mais íntimo que a amizade (o namoro). Sobre esse
assunto, recomendo-lhe a leitura do livreto Namoro no Escuro (já
esgotado na Casa, mas que algum irmão deve ter). Ali existe uma
referência ao “retângulo do Dr. Tabuenca”, e que pode ser útil no
estabelecimento de limites para as carícias. Segundo Tabuenca, deve-se
imaginar um retângulo que vá da altura e da largura dos ombros da moça
até seus joelhos (talvez mais abaixo seja melhor). Tudo o que fica de
fora desse retângulo imaginário pode ser acariciado. Acariciar o que
fica dentro do retângulo pode levar à excitação sexual e ao pecado,
ainda que mesmo “apenas” na mente. E daí ao “ponto de não retorno”, como
diz o autor do livreto, é um pulinho.
Sobre o beijo, creio que o princípio é o mesmo. Deve-se evitar beijos
muito “quentes”, que excitem e tragam pensamentos sexuais. Mas novamente
faço a ressalva de que pode ser que os pensamentos impuros estejam na
mente, de antemão. A moça pode estar beijando com um sentimento de puro
romantismo, ao passo que o rapaz talvez esteja pensando em sexo. Por
isso, repito, a pureza mental vale para tudo e é o princípio de tudo.
Higiene mental (obtida pela leitura da Bíblia, dos livros do Espírito de
Profecia, de bons livros religiosos e da oração) é algo a que devemos
nos habituar, se queremos ser salvos para a eternidade e felizes já
nesta vida.
Procurem iniciar e terminar cada encontro com uma oração e leiam bons
livros sobre namoro juntos. Não fiquem muito tempo sozinhos, vivendo a
tal da “solidão a dois”. Participem juntos de atividades em família e na
igreja, que podem promover situações ricas para um conhecimento mútuo.
Conheçam mais a mente, o caráter e as emoções um do outro do que o
corpo. Isso pode aguardar o contexto correto, ou seja, o casamento. Até
lá, aproveitem bem o tempo para se certificarem de que a decisão de se
doarem completamente um ao outro é a mais acertada. Lembrem-se de que
Ellen White diz que se deve orar quadruplicadamente quando o assunto é
namoro, de tão séria que a questão é.
Além do livro Namoro no Escuro, há também o Namoro Completo, da Nancy Van Pelt, e o Cartas aos Jovens Namorados,
de Ellen White, todos da Casa. Leiam e discutam os assuntos juntos.
Essa é uma fase maravilhosa da vida. Quando vivido sob as orientações de
Deus, mesmo que o namoro seja rompido no futuro, vocês poderão
continuar amigos e se olhar nos olhos sem nenhum constrangimento. E se
vierem a se casar, a aura de pureza, bênção e felicidade se perpetuará
entre vocês, que serão, então, uma só carne (se Deus assim o quiser).
Só para deixar claro que beijo na boca não é pecado, o livro bíblico de
Cantares traz o seguinte (no contexto do casamento): "Beija-me com os
beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho" (1:2).
Que Deus os abençoe.
Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia
Via: www.PortalValeGospel.com
Beijo na boca é pecado?
maio 31, 2012
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