Os
ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram, nesta quinta-feira
(12), por oito votos a dois, a interrupção da gravidez de fetos
com
anencefalia. E em seguida ao anuncio da aprovação um grupo de mulheres
enfrente ao STF comemora a decisão dos ministros.(foto).
com
anencefalia. E em seguida ao anuncio da aprovação um grupo de mulheres
enfrente ao STF comemora a decisão dos ministros.(foto).
Faltava
apenas um voto para o Supremo Tribunal Federal autorizar a interrupção
da gravidez de fetos anencéfalos. No julgamento desta quarta-feira (11),
cinco ministros já tinham votado a favor e um contra.
Os
fetos com anencefalia não desenvolvem completamente o cérebro e a parte
superior do crânio. Os bebês que nascem com essa má formação geralmente
vivem por apenas algumas horas.
O
voto decisivo para se chegar à maioria foi dado pelo ministro Carlos
Ayres Brito. “Proibir a essa mulher gestante de interromper a gravidez,
até por amor ao feto, me parece que é proibi-la de fazer uma opção até
lógica. Dar à luz é dar a vida e não é dar a morte”, disse o ministro.
Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello seguiram a maioria e aprovaram a interrupção da gestação de fetos anencéfalos.
“A
permanência de um feto destituído de viabilidade, incapaz, portanto, de
sobreviver autonomamente em ambiente extrauterino, não pode justificar
quanto à gestante o imenso sofrimento a que esta estará sujeita por
meses a fio”, declarou Celso de Mello.
O ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo, fechou o julgamento com um voto contra a interrupção:
“A
curta potencialidade e perspectiva de vida em plenitude, um
desenvolvimento perfeito segundo os padrões da experiência ordinária,
não
figura sob nenhum aspecto razão válida para obstar-lhe a continuidade. A
ausência dessa perfeição, embora tenda a acarretar a morte nas
primeiras semanas, meses ou anos de vida, não é empecilho ético nem
jurídico, é o curso natural da gestação.”
não
figura sob nenhum aspecto razão válida para obstar-lhe a continuidade. A
ausência dessa perfeição, embora tenda a acarretar a morte nas
primeiras semanas, meses ou anos de vida, não é empecilho ético nem
jurídico, é o curso natural da gestação.”
Na avaliação dos ministros, foi um dos julgamentos mais importantes e difíceis da história do Supremo.
“Não
é escolha fácil. É escolha trágica. É a escolha para continuar e não
parar. É escolha do possível dentro de uma situação extremamente
difícil. Por isso mesmo, é preciso que se saiba que todas as opções são
de dor”, comentou a ministra Cármen Lúcia.
Os
ministros esclareceram que a decisão passa a valer depois que for
publicada no Diário da Justiça. Os ministros também fizeram questão de
deixar claro que a decisão só valerá para os fetos com anencefalia, e
que a palavra final será sempre da mulher. Ela quem vai decidir se quer
interromper a gravidez.
Assista
matéria do Jornal Nacional pelo repórter Júlio Mosquera sobre a decisão
da aprovação do aborto de fetos com anencefalia e deixe seu comentário a
respeito da aprovação:
Fonte: Panorama Via: www.PortalValeGospel.com


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