Mas agora a sua organização está prestes
a lançar uma campanha que está gerando polêmica no meio evangélico. Seu
desejo é ver os cristãos evangélicos tomarem uma atitude radical para
melhorar as condições de vida no planeta: parar de ter filhos.
O lema é “Não crescei e multiplicai”,
evocando as palavras de Deus a Noé após o dilúvio. Seu principal
argumento é que a Terra possui cerca de 7 bilhões de habitantes e a cada
ano nascem mais 311.861.676. A campanha chama atenção para o fato de
que muitos dos “males sociais”, como crimes, fome, guerras são causados,
em parte, pelo número excessivo de pessoas em algumas regiões do
planeta.
O apelo radical explica que é
responsabilidade da igreja, falar sobre o assunto. E mais: promover um
amplo debate sobre métodos de contracepção, adoção e o aborto.
Críticas
Como era esperado, a campanha nem foi
lançada oficialmente e já está sendo alvo de críticas dos ramos mais
conservadores entre os evangélicos.
Cal Beisner, fundador e porta-voz da
Aliança Cornwall Para a Mordomia da Criação, explica: “Se você vê os
seres humanos apenas como pegadas de carbono, eu acho que faz sentido.
Mas o triste fato é que Cizik parece pensar numa luta global. O
aquecimento do planeta é apenas uma desculpa para apoiar programas de
planejamento familiar em todo o mundo”.

Beisner lembra que a história dos
programas de planejamento familiar mostra que eles tendem a serem
predominantemente coercitiva e altamente manipuladores. “[Os programas]
oferecem às pessoas recompensas imediatas para decisões de que eles vão
se arrepender mais tarde, muitas vezes levando a esterilização
involuntária ou inibindo as mulheres depois do primeiro parto”, diz o
porta-voz.
Para a Aliança Cornwall, embora Cizik
possa encontrar e usar passagens bíblicas sobre nossa responsabilidade
humana de “cuidar da Terra”, ele não é capaz de encontrar base bíblica
para a extinção da família ou um rígido controle populacional.
Esse debate ocorre justamente quando a
maioria das igrejas evangélicas e católicas norte-americanas protesta
contra a medida elaborada pela administração Obama em que os
empregadores devem oferecer um seguro de saúde que incluísse o controle
de natalidade. Isso incluiria a chamada “pílula do dia seguinte e até
abortos”.
O partido republicano alega que essa
medida representa “um ataque à liberdade religiosa” e tem sido um tópico
constante nos discursos dos pré-candidatos que desejam enfrentar Obama
na eleição deste ano.
Um dos alvos da Nova Parceria Evangélica
para o Bem Comum é o pastor Rick Warren, que tem liderado entre os
pastores uma espécie de campanha contra essas medidas do governo.
A principal preocupação dos evangélicos
norte-americanos é que a campanha pelo controle de natalidade seja
feita, com sucesso, em países mais pobres em nome da religião cristã.
Afinal, Richard Cizik tem o apoio de pessoas importantes, como o
bilionário George Soros.
Fonte: Gospel Prime
Via: www.PortalValeGospel.com


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