Xiitas Versus Sunitas

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Para compreender melhor os conflitos na chamada primavera árabe nos países do Oriente Médio, é necessário compreender o que está por detrás destas mudanças tão radicais. Muitas vezes ao ouvir notícias nas televisões, o mundo parece estar caminhando para um rumo mais democrático e mais tolerante, porém uma análise correta dos fatos nos levaria a conclusões completamente diferentes daquilo que é aparente.
Um olha cuidadoso no mapa ao lado, você poderá ver pitados de preto a Tunísia, a Líbia e o Egito. Parece estranho mas não é, é justamente nestes países que a presença de uma organização radical têm mais crescido no Oriente Médio, esta organização se chama a Irmandade Muçulmana, ou somente a Irmandade. A Irmandade Muçulmana é um grupo radical sunita, talvez o mais radical de todos. Suas atividades são patrocinadas diretamente pelos líderes políticos e religiosos muçulmanos instalados na Arábia Saudita.
Não é de admirar que justamente o país que aparentemente é um dos mais moderados, a Arábia Saudita é o maior financiador desta verdadeira organização criminosa chamada de Irmandade Muçulmana que prega de que a única solução e escolha para os muçulmanos é a Jihad, ou seja guerra contra os profanos, os Judeus, os Cristãos e todos aqueles que não adoram a Allah. Esta é a mesma organização que sugere o apedrejamento de mulheres na ruas somente por descobrirem seus rostos ou se dirigirem ao algum indivíduo do sexo oposto.
A irmandade muçulmana este no underground da política egípcia por mais de 30 anos enquanto era reprimida pelo governo de então debaixo da mão de ferro do ex-Presidente Mubarak que foi deposto após dezenas de anos de exploração cruel do povo do Egito. O radicalismo da ditadura levou a outro radicalismo. O Egito ainda não goza e pelo visto não gozará nem mesmo nos próximos anos de prosperidade e paz, ao contrário, a vitória da Irmandade Muçulmana deverá levar o país e uma situação de ainda maior caos político, social e militar, pondo em risco o retorno de uma guerra com o Estado de Israel.
Nos últimos meses, o que é chamado de primavera árabe já se tornou inverno Sírio e a mesma revolução iniciada na Tunísia, na Líbia e no Egito, agora está em seus acordes finais na Síria, ao ponto de derrubar o governo imperialista de Bashar Assad que assumiu o poder após a morte de seu pai, Hafez Al-Assad que regeu o país com mão de ferro por mais de 40 anos. Todos os ditadores árabes pelo visto não aprenderam que há limite para o egoísmo e a tirania e que não há povo que não se rebele um dia caso sua representação e esperança popular seja massacrada a longo prazo. Parece até que a Síria está ao ponto de despertar um dia para uma nova vida de democracia, mas a verdade é que pode mergulhar em um período de caos e instabilidade nunca vistos antes.
Na realidade o que está por detrás destas revoluções é o mesmo que estava por detrás do poder dos talibãs e do Al-Qaida no Afeganistão, dinheiro, muito dinheiro dos petro-dólar da Arábia Saudita. A Arabia Saudita que aparenta ser amiga do ocidente foi o maior financiador dos crimes praticados em 11 de Setembro contra os Estados Unidos, não o seu governo diretamente, mas as doações dos seus sheikhs radicais foram chegados aos bolsos de Bin Laden cujo o único objetivo era vingar-se contra os americanos. O que nós vemos hoje ocorrendo na Síria de Assad é na realidade um reflexo da guerra entre os gigantes XIITAS do Irã e os SUNITAS da Arábia Saudita. Enquanto o dinheiro iraniano alimentava os grupos radicais na Síria, a força dos SUNITAS não era suficiente para os mesmos levantarem as cabeças, agora que o poder de influência iraniana está prestes a desmoronar por causa da constante ameaça do ocidente ao Irã, os XIITAS começam a levantar-se contra Assad que não sabe como agir por sua falta de experiência, enviando tropas apoiadas por foças iraniana. Os xiitas por sua vez estão aceitando até mesmo a ajuda do Al-Qaida para tentarem derrubar Assad a qualquer preço, o que é uma questão de dias.
Se a Síria debaixo do poder da família de Assad já era radical, o que podemos ver mais adiante com sua queda é ainda mais a radicalização, o que fara com que dos dois lados do mapa do oriente médio, a força da Irmandade Muçulmana prevaleça na região, aos poucos os mais radicais estão restaurando suas forças pondo em risco a liberdade das nações ocidentais. Quando se trata de governos radicais e não pragmáticos, a chantagem é o método preferido, bem como no caso da Coréia do Norte, para fazer os países do ocidente se inclinarem a Maomé, cedendo privilégios econômicos e morais aos países cuja mentalidade ficou atrofiada em algum período da história medieval.


Via: www.PortalValeGospel.com

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