A ideia é tirar
os dois candidatos que disputam há anos pelo posto de presidente da
Convenção Geral.
A
proposta para que haja um terceiro nome nas disputadas para a
presidência da Convenção Geral das Assembleia
de Deus do
Brasil (CGADB), a Terceira Via, está ganhando proporções cada
vez maiores e agora conta com um blog onde os apoiadores desse
projeto possam discutir medidas para torná-lo real.
O pastor Geremias do Couto é uma das principais vozes que tentam passar essa proposta adiante e agora conta com centenas de outros pastores filiados à CGADB que concordam com ela. Com o blog lançado pela equipe pretende aglutinar outras lideranças pastorais que entendam a necessidade de ter um novo nome nas disputadas presidenciais da convenção além dos dois já conhecidos.
A página de apresentação do blog www.terceiraviacgadb.com.br mostra um texto e propõe um debate entre os pastores para saber se é viável ou não lançar o terceiro candidato ao cargo de presidente da CGADB, posto ocupado há anos pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa.
A Terceira Via pretende mobilizar campanhas de oração para que até 2013, quando acontecerá a próxima Assembleia Geral Ordinária, o terceiro candidato esteja pronto para concorrer ao posto disputado entre o atual presidente e o pastor Samuel Câmara.
O pastor Geremias do Couto é uma das principais vozes que tentam passar essa proposta adiante e agora conta com centenas de outros pastores filiados à CGADB que concordam com ela. Com o blog lançado pela equipe pretende aglutinar outras lideranças pastorais que entendam a necessidade de ter um novo nome nas disputadas presidenciais da convenção além dos dois já conhecidos.
A página de apresentação do blog www.terceiraviacgadb.com.br mostra um texto e propõe um debate entre os pastores para saber se é viável ou não lançar o terceiro candidato ao cargo de presidente da CGADB, posto ocupado há anos pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa.
A Terceira Via pretende mobilizar campanhas de oração para que até 2013, quando acontecerá a próxima Assembleia Geral Ordinária, o terceiro candidato esteja pronto para concorrer ao posto disputado entre o atual presidente e o pastor Samuel Câmara.
O Projeto
Há algum tempo a hipótese de uma terceira via na CGADB começou a ser ventilada nas redes virtuais, sobretudo nos blogs. Ela começou a tomar corpo durante o imbróglio Dake em que a CPAD deixou de respeitar, naquele momento, duas resoluções do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética, que determinavam a retirada imediata da Bíblia de circulação. Ali apareceram as primeiras manifestações sobre a necessidade de se buscar uma nova opção que quebrasse o quadro já polarizado entre dois nomes – José Wellington Bezerra da Costa e Samuel Câmara – que certamente estarão mais uma vez, em 2013, postulando a presidência da CGADB.
O projeto da Terceira Via, a partir daí, passou a ser assunto de conversa entre vários pastores, incluindo-se aí alguns presidentes de convenções estaduais, com bastante receptividade. Mas tratava-se de uma proposta bastante arrojada e que teria de enfrentar muitos desafios para ser viabilizada. Era preciso, portanto, que alguém estivesse disposto a riscar o fósforo – no bom sentido, é óbvio – e fazer alastrar a ideia por todo o Brasil.
O pastor Geremias do Couto espontaneamente tomou a si essa iniciativa. No inicio foi uma pequena chama, que se poderia apagar com o sopro da própria boca. No entanto, à medida que a ideia começou a ganhar terreno nas redes sociais, outros companheiros começaram a achegar-se, os portais de notícias se interessaram pela pauta de maneira que se pode afirmar, agora, que a Terceira Via na CGADB tem voo próprio, com a colaboração de diversos colegas para fazê-la chegar aos pontos mais distantes do país.
Neste sentido mais um passo acaba de ser dado, com a inauguração deste blog. Ele será um catalisador para arregimentar em todo o Brasil aqueles que acreditam ser possível levar adiante a ideia da Terceira Via na CGADB. É o resultado de um trabalho que inclui, entre outros, os pastores Geremias do Couto e Daladier Lima, os quais serão os, inicialmente, moderadores do blog, e o irmão Elian Soares, que tomou a si a responsabilidade de formatar o “template” e criar a logo que traduz em suas linhas o que representa a Terceira Via na CGADB.
A Terceira Via na CGADB não é contra ninguém, mas a favor do Reino e visa arejar esse terreno árido em que se tornaram nos últimos anos as eleições na nossa instituição. Ela também não é, inicialmente, um nome. Por outro lado, é mais do que uma proposta. É uma filosofia. É o renascer de um novo momento na história das Assembleias de Deus no Brasil. É o esforço criativo de pessoas que acreditam na esperança de que prevaleçam as teses do Reino entre todos os pastores assembleianos no âmbito da instituição.
Seja mais um ao lado de tantos outros que já estão mobilizados nesta jornada.
As Propostas
Em
primeiro lugar, a proposta da terceira via na CGADB visa romper a
polarização que aí está já há alguns anos, como se houvesse na
organização apenas duas pessoas qualificadas para postularem a
presidência. Sem entrar no mérito da capacidade dos dois nomes acima
citados, há muitos outros quadros na Convenção Geral que têm condições
de sobra para exercer a função. Quanto mais candidatos houver, melhor
para a CGADB. O estatuto em vigor contempla essa possibilidade.
Em segundo lugar, a proposta não se vincula, por hora, a um nome. Se viesse já carimbada, perderia finalidade para se tornar apenas mais um projeto político-eclesiástico, com as mesmas nuances negativas que sobrecarregam as duas possíveis candidaturas mencionadas. Neste momento, é extremamente importante que se conheçam as linhas mestras da terceira via para que sejam bem debatidas entre os filiados da CGADB não só para que lhe agreguem valor, mas, sobretudo, para que tenhamos noção exata da sua viabilidade. Mais à frente, com a proposta bem consolidada, se definiria o nome de quem melhor encarnasse os seus princípios.
Em terceiro lugar, a terceira via não pretende percorrer os caminhos supostamente percorridos pelos postulantes das eleições anteriores, tanto no Ahnembi, em São Paulo, quando a candidatura de “oposição” inaugurou um novo estilo de fazer campanha, quanto em Serra, ES, em que os dois teriam lutado ombro a ombro com as mesmas armas. Há uma informação recebida por email de que uma campanha desse gênero custaria entre cinco e 10 milhões de reais. A ser verdade, e tivesse a terceira via de empregar tal estratégia, já nasceria morta, pois carregaria sobre si o estigma contra o qual temos combatido: o uso de métodos seculares de campanha pouco ortodoxos na CGADB. Lutar contra isso é uma das linhas mestras da terceira via.
Em quarto lugar, a proposta tem como fim resgatar em nossa CGADB os valores do Reino que tanto pregamos em nossos púlpitos, mas pouco praticamos. Somos bons em ensinar aos outros, mas ruins quando temos de praticar o que ensinamos. É constrangedora essa afirmação, mas o comportamento de certos pastores em nossas assembleias convencionais não comporta pensar de outra maneira. Pressupor, por exemplo, como algo natural à vida de uma instituição cristã o modus faciendi da política secular é visão reducionista e, ao mesmo tempo, dicotômica, como se a vida cristã fosse compartimentada. Aqui se vive de uma forma. Lá se vive de outra. O comportamento que ensinamos aos outros, à luz dos princípios bíblicos, precisamos exigi-los de nos mesmos onde quer que estejamos. A terceira via tem esse ponto como premissa básica.
Em quinto lugar, a proposta da terceira via reconhece que o sistema denominacional assembleiano não obedece a um critério simétrico em que a administração eclesiástica funcione da mesma forma em todo o Brasil. Há enormes diferenças até mesmo dentro de uma região. Não é preciso ser especialista para perceber que o nosso modelo é híbrido. É uma espécie de arquipélago. Se, por um lado, devemos respeitar as peculiaridades de cada lugar, por outro é necessário lutar para manter a nossa identidade e buscar a coesão, principalmente em relação aos projetos de abrangência nacional. Não é também utópico pensar numa forma de corrigir e aprimorar o nosso modelo mediante planejamento de médio e longo prazo. Algo para ser pensado de forma lenta, racional e consensual.
Em sexto lugar, a proposta também contempla a necessidade de um choque de gestão na administração da CGADB, que, entre outras coisas, torne a entidade autossustentável, ofereça aos seus órgãos condições de exercerem plenamente os seus fins e lhe permita prestar serviços aos seus filiados inerentes à atividade pastoral. Não é justo e nem adequado para a realidade de hoje que os associados sejam chamados a pagar a sua anuidade, mas, ao mesmo tempo, nada se lhes ofereça como meio de ajudá-los no exercício de sua vocação. A título de exemplo, o Concilio Geral das Assembleias de Deus nos EUA dispõe de um fundo para ajudar na plantação de novas igrejas em áreas ainda inexploradas e/ou com poucos recursos. Seria absurdo pensarmos em algo assim? Como se vê, o campo é vasto.
Em sétimo lugar, a proposta da terceira via reconhece que a CPAD, embora tenha dado um salto de qualidade nos últimos anos, estagnou-se na linha do tempo, em razão de ingerências políticas. Ela pode (e deve) aprimorar em muito a sua capacidade de gestão de tal maneira que seja de fato um braço forte da igreja na área literário-teológica e na fomentação da educação cristã. Por ser uma empresa que não distribui lucros, é possível trabalhar com segurança na margem de sua rentabilidade para que os custos sejam menores e as igrejas com menos recursos desfrutem de melhores condições para a aquisição do seu material. Afinal, a CPAD foi criada para servir a Assembleia de Deus, e não servir-se dela. Uma medida imediata seria valorizar o autor nacional de forma que a editora dependesse menos de obras traduzidas e os nossos valores pudessem ter nela um espaço maior para desenvolver o seu ministério.
Em oitavo lugar, a terceira via entende que a CGADB não pode furtar-se do papel de voz profética no âmbito institucional, como representante das Assembleias de Deus no Brasil. Não basta apenas a presença do presidente em determinados fóruns. É preciso que a ação da entidade vá além disso e faça com que ela se manifeste com clareza em todas as ocasiões que se fizer necessário. Hoje, esse tipo de manifestação soa imperceptível por falta de funcionalidade na estrutura para reagir com rapidez às questões contemporâneas e dar respostas imediatas.
Em nono lugar, na hipótese de a terceira via vir a ser a alternativa acolhida pela maioria dos filiados à CGADB, sua primeira iniciativa deveria ser convocar de imediato uma reunião com os presidentes de convenções estaduais e outros líderes regionais, que seria realizada, no máximo, 30 dias após a Assembleia Geral Ordinária de 2013, com o propósito de se recolherem por cinco dias para: 1) oração e estudo da Palavra, 2) estabelecer de forma colegiada, juntamente com a nova Mesa Diretora, as diretrizes de ação para o quadriênio, e 3) referendar, com a devida vênia da Assembleia, os nomes que comporão conselhos e comissões da CGADB à luz da nova realidade, que deixariam de ser meros cargos honoríficos para se tornarem agentes de fato e de direito da nova CGADB. Essa seria uma maneira de comprometer toda a liderança assembleiana com o novo projeto, que estaria sendo gestado de forma exequível numa atmosfera fraterna, pacífica e espiritual, com prazo de validade: quatro anos.
Em décimo lugar, como já mencionado na apresentação, a Terceira Via na CGADB quer ouvir a todos. O que acabou de ser apresentado são apenas linhas gerais. Sua contribuição muito ajudará a aperfeiçoar as propostas. Sugira e ajude a construir um novo futuro para a nossa CGADB.
Em segundo lugar, a proposta não se vincula, por hora, a um nome. Se viesse já carimbada, perderia finalidade para se tornar apenas mais um projeto político-eclesiástico, com as mesmas nuances negativas que sobrecarregam as duas possíveis candidaturas mencionadas. Neste momento, é extremamente importante que se conheçam as linhas mestras da terceira via para que sejam bem debatidas entre os filiados da CGADB não só para que lhe agreguem valor, mas, sobretudo, para que tenhamos noção exata da sua viabilidade. Mais à frente, com a proposta bem consolidada, se definiria o nome de quem melhor encarnasse os seus princípios.
Em terceiro lugar, a terceira via não pretende percorrer os caminhos supostamente percorridos pelos postulantes das eleições anteriores, tanto no Ahnembi, em São Paulo, quando a candidatura de “oposição” inaugurou um novo estilo de fazer campanha, quanto em Serra, ES, em que os dois teriam lutado ombro a ombro com as mesmas armas. Há uma informação recebida por email de que uma campanha desse gênero custaria entre cinco e 10 milhões de reais. A ser verdade, e tivesse a terceira via de empregar tal estratégia, já nasceria morta, pois carregaria sobre si o estigma contra o qual temos combatido: o uso de métodos seculares de campanha pouco ortodoxos na CGADB. Lutar contra isso é uma das linhas mestras da terceira via.
Em quarto lugar, a proposta tem como fim resgatar em nossa CGADB os valores do Reino que tanto pregamos em nossos púlpitos, mas pouco praticamos. Somos bons em ensinar aos outros, mas ruins quando temos de praticar o que ensinamos. É constrangedora essa afirmação, mas o comportamento de certos pastores em nossas assembleias convencionais não comporta pensar de outra maneira. Pressupor, por exemplo, como algo natural à vida de uma instituição cristã o modus faciendi da política secular é visão reducionista e, ao mesmo tempo, dicotômica, como se a vida cristã fosse compartimentada. Aqui se vive de uma forma. Lá se vive de outra. O comportamento que ensinamos aos outros, à luz dos princípios bíblicos, precisamos exigi-los de nos mesmos onde quer que estejamos. A terceira via tem esse ponto como premissa básica.
Em quinto lugar, a proposta da terceira via reconhece que o sistema denominacional assembleiano não obedece a um critério simétrico em que a administração eclesiástica funcione da mesma forma em todo o Brasil. Há enormes diferenças até mesmo dentro de uma região. Não é preciso ser especialista para perceber que o nosso modelo é híbrido. É uma espécie de arquipélago. Se, por um lado, devemos respeitar as peculiaridades de cada lugar, por outro é necessário lutar para manter a nossa identidade e buscar a coesão, principalmente em relação aos projetos de abrangência nacional. Não é também utópico pensar numa forma de corrigir e aprimorar o nosso modelo mediante planejamento de médio e longo prazo. Algo para ser pensado de forma lenta, racional e consensual.
Em sexto lugar, a proposta também contempla a necessidade de um choque de gestão na administração da CGADB, que, entre outras coisas, torne a entidade autossustentável, ofereça aos seus órgãos condições de exercerem plenamente os seus fins e lhe permita prestar serviços aos seus filiados inerentes à atividade pastoral. Não é justo e nem adequado para a realidade de hoje que os associados sejam chamados a pagar a sua anuidade, mas, ao mesmo tempo, nada se lhes ofereça como meio de ajudá-los no exercício de sua vocação. A título de exemplo, o Concilio Geral das Assembleias de Deus nos EUA dispõe de um fundo para ajudar na plantação de novas igrejas em áreas ainda inexploradas e/ou com poucos recursos. Seria absurdo pensarmos em algo assim? Como se vê, o campo é vasto.
Em sétimo lugar, a proposta da terceira via reconhece que a CPAD, embora tenha dado um salto de qualidade nos últimos anos, estagnou-se na linha do tempo, em razão de ingerências políticas. Ela pode (e deve) aprimorar em muito a sua capacidade de gestão de tal maneira que seja de fato um braço forte da igreja na área literário-teológica e na fomentação da educação cristã. Por ser uma empresa que não distribui lucros, é possível trabalhar com segurança na margem de sua rentabilidade para que os custos sejam menores e as igrejas com menos recursos desfrutem de melhores condições para a aquisição do seu material. Afinal, a CPAD foi criada para servir a Assembleia de Deus, e não servir-se dela. Uma medida imediata seria valorizar o autor nacional de forma que a editora dependesse menos de obras traduzidas e os nossos valores pudessem ter nela um espaço maior para desenvolver o seu ministério.
Em oitavo lugar, a terceira via entende que a CGADB não pode furtar-se do papel de voz profética no âmbito institucional, como representante das Assembleias de Deus no Brasil. Não basta apenas a presença do presidente em determinados fóruns. É preciso que a ação da entidade vá além disso e faça com que ela se manifeste com clareza em todas as ocasiões que se fizer necessário. Hoje, esse tipo de manifestação soa imperceptível por falta de funcionalidade na estrutura para reagir com rapidez às questões contemporâneas e dar respostas imediatas.
Em nono lugar, na hipótese de a terceira via vir a ser a alternativa acolhida pela maioria dos filiados à CGADB, sua primeira iniciativa deveria ser convocar de imediato uma reunião com os presidentes de convenções estaduais e outros líderes regionais, que seria realizada, no máximo, 30 dias após a Assembleia Geral Ordinária de 2013, com o propósito de se recolherem por cinco dias para: 1) oração e estudo da Palavra, 2) estabelecer de forma colegiada, juntamente com a nova Mesa Diretora, as diretrizes de ação para o quadriênio, e 3) referendar, com a devida vênia da Assembleia, os nomes que comporão conselhos e comissões da CGADB à luz da nova realidade, que deixariam de ser meros cargos honoríficos para se tornarem agentes de fato e de direito da nova CGADB. Essa seria uma maneira de comprometer toda a liderança assembleiana com o novo projeto, que estaria sendo gestado de forma exequível numa atmosfera fraterna, pacífica e espiritual, com prazo de validade: quatro anos.
Em décimo lugar, como já mencionado na apresentação, a Terceira Via na CGADB quer ouvir a todos. O que acabou de ser apresentado são apenas linhas gerais. Sua contribuição muito ajudará a aperfeiçoar as propostas. Sugira e ajude a construir um novo futuro para a nossa CGADB.
Fonte: http://www.terceiraviacgadb.com.br/




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