Donny
Pauling trocou o mercado milionário da indústria pornô e resolveu fazer
um curso de pastor para poder “reprogramar seu cérebro” que trabalhou
por oito anos como produtor de filmes pornográficos, atividade que lhe
rendeu muito sucesso, mas o fez perder o casamento.
Ele
conta que foi se envolvendo com o mercado depois que passou a ter
acesso à internet e em pouco tempo já estava viciado. Foi então que ele
resolveu chamar mulheres para fotografar em seu escritório e assim
passou a ser um dos produtores mais bem pagos da Playboy.
Um
certo dia Pauling recebeu a proposta de ganhar 4 mil dólares por dia
para produzir um reality show lésbico, quando saiu da reunião ele entrou
em seu carro e fez uma oração. “Eu estava como que falando com Deus:
não importa o que ele faça, abençoa”, disse ele para a LifeSiteNews.com.
Depois
dessa oração ele disse que se sentiu como se fosse atingido por um raio
de eletricidade e essa experiência mudou sua vida para sempre. Mesmo
sendo filho de pastor pentecostal o produtor passou a ater ódio de
cristãos e do próprio cristianismo, pois testemunhou a hipocrisia de
muitos líderes que tinham contato com seu pai.
Mas
nos últimos anos ele vinha sendo evangelizado pelos membros da XXX
Church, que participavam de feiras do ramo para evangelizar pornógrafos,
estrelas pornôs e prostitutas. “Em vez de ficarem
do lado de fora protestando e segurando cartazes dizendo às pessoas que
Deus estava enviando-as ao inferno, os membros da XXX Church estavam
dentro [das convenções] armando estandes e fazendo maquiagem nas moças”,
lembra ele.
O
discurso desses evangélicos não era de condenação. “Eles diziam que
elas eram belas e que Deus as amava, e que não havia nada que eles
pudessem fazer que poderia mudar isso, e que Ele queria mais para elas”.
Depois de presenciar cenas como essa, Paulo disse que se tivesse de ser
cristão, “esse é o tipo de cristão que eu queria ser”, até que em
setembro de 2006 Donny Pauling decidiu entregar sua vida para Jesus e
abandonar de vez esse trabalho.
Hoje
ele não tem a intenção de comandar uma congregação e até montou uma
empresa de marketing. Mas ele passou a viajar por diversos lugares do
mundo falando sobre a realidade da indústria pornográfica e como superar
esse vício.
“Muitas
pessoas não pedem ajuda porque estão paradas se sentindo culpadas sobre
suas ações, dizendo, ‘aí vou eu, fiz tudo de novo’”, diz ele que ensina
aos viciados a procurarem uma pessoa de confiança para falar sobre esse
vício.
“Penso
que precisamos compreender que, embora o pecado realmente nos separe de
Deus, Ele ainda os ama. Não importa o que eles estão fazendo. O amor
dEle não muda. Não é condicional”.


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