Enquanto
tocava a música Faz um Milagre em Mim de Regis Danese o cabeleireiro
carioca Carlos Duarte fazia uma simulação de sexo oral. A cena nada
agradável para muitos evangélicos foi protagonizada na VII Parada do
Orgulho LGBT que ocorreu no domingo (20/11) em Rio Branco, Acre. Tudo aconteceu com o patrocinio do governo do Estado.
O deputado Moisés
Diniz, autor de uma lei estadual do Dia da Diversidade, afirma não
concordar com a performance: “O detalhe mata o conjunto. Vou fazer a
defesa do conjunto e vou condenar a irresponsabilidade. A coordenação do
evento deveria ter retirado os dois manifestantes. Existem regras de
convivência na sociedade. O que fizeram é abominável e se tornou um tiro
no pé do movimento”.
O
representante da classe LGBT no Acre e organizador do evento, Germano
Marino diz ser mentirosa a versão de que a imagem que simula o ato
sexual tenha sido tirada durante a canção do hino e abertura da parada.
“O que impera é o preconceito e a homofobia, visto que na parada o ato
de realizar a homenagem na sua abertura com a interpretação de um hino
evangélico causa um descontentamento profundo em setores homofóbicos
fundamentalistas”, comentou.
De acordo com
Germano, o hino foi realizado não para uma forma de conflito, mas para
uma provocação reflexiva. Ele garante que na foto o personagem usou um
vibrador com preservativo para conscientizar o público a fazer sexo
seguro. Ele diz que nas campanhas de conscientização contra a Aids,
imagens similares são usadas para mostrar que a sociedade precisa se
prevenir contra doenças sexualmente transmissíveis.
Fazer aquilo foi errado
Há 24 anos no
Acre, o cabeleireiro carioca Carlos Duarte, 56 anos, tem consciência de
que passou a experimentar a profecia do artista americano Andy Warhol
(1928-1987), segundo a qual “um dia, todos terão direito a 15 minutos de
fama”.
Além de arrependido, o cabeleireiro está preocupado com a família dele, que mora no Rio de Janeiro.
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Fonte: Patio Gospel



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