Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável
e que foi delimitada. Ele não informou quantas pessoas foram ouvidas e
em quais circunstâncias. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na
pregação expositiva são os principais impedimentos. "A falta de
uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática,
reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do
povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções
instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças,
saúde e vida sentimental", enumera Oswaldo.
A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas
práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros
precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade,
fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em
geral, segundo Paião,são mais temáticos, superficiais, carregam na
retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística,
motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas
didáticas e psicológicas. Oswaldo arrisca dizer que muitos 'pastores
precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de
ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de
Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando
misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso
crítico'.
Por: Vinícius Cintra - Redação Creio


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