Os bancários do Paraná aprovaram nesta segunda-feira a proposta patronal
para repor os salários e algumas agências do interior já retomaram suas
atividades, de acordo com o sindicato local da categoria.
Bancários fazem assembleias hoje para avaliar fim da greve
Bancários começam a retornar ao trabalho
Em outros Estados, no entanto, o fim da greve ainda depende de
assembleias programadas para hoje às 18h, a exemplo da Bahia, Rio Grande
do Sul e Rio de Janeiro. No Distrito Federal, os bancários já aprovaram
a proposta da Fenaban (entidade que representa os bancos) ainda na
sexta-feira, mas assembleias para negociação de reivindicações
específicas dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica
Federal estão programadas para hoje.
Em São Paulo, agências da capital e do interior também já retomaram o
funcionamento. Mas o sindicato ainda mantém uma assembleia da categoria
marcada para o final da tarde. A Contraf (Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro) recomendou que os trabalhadores
aceitem a proposta da Fenaban.
AUMENTO REAL
Durante a negociação, ambos os lados cederam, mas conseguiram garantir
um reajuste salarial de mais de 1% acima da inflação, diferentemente dos
trabalhadores dos Correios, que terminaram a greve, por ordem da
Justiça, quase sem aumento real.
Será o oitavo ano em que os bancários terão aumento real. Inicialmente,
os bancários pediam ganho real de 5%, índice que os bancos consideraram
'impraticável'.
Se aprovado, o aumento vale a partir de setembro. O piso para os
bancários que exercem função de caixa passa para R$ 1.900, no caso de
jornadas de seis horas. Para a função de escriturário, o piso passa para
R$ 1.400.
O acordo prevê ainda aumento da PPR (Participação dos Lucros e
Resultados) adicional de R$ 1.100 para R$ 1.400 e do teto da parcela
adicional de R$ 2.400 para R$ 2.800.
A greve atinge nesta segunda-feira o 21º dia de paralisação, que já é a
maior desde 2004, quando durou 30 dias. Neste ano, o movimento teve
forte adesão nos centros administrativos dos bancos.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo (ligado à CUT), a greve parou pelo menos 35 mil dos 170 mil bancários da região.

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